Andrea Costakazawa

Artista plástica formada em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de SP, fotógrafa certificada pelo Curso Vanguarda e Fotografia ministrado por Annateresa Fabris no Centro Universitário Maria Antônia – USP e pós graduada em Arte Sacra pelo Mosteiro da Luz.

Estudou Criação Literária no Museu Lasar Segall.

Entusiasta e pesquisadora de símbolos e representações, ainda durante a graduação em artes visuais, se interessou pelo estudo dos signos das imagens e associou-se a dois artistas, Daniela Lorenzi e Francisco Maringelli, para formar um grupo de pesquisa sobre  “Mimeses”. O grupo denominado Entretrês durou 2 anos.

Em 2008, iniciou a graduação em Filosofia pela Faculdade São Bento. Estudava sobre o trabalho de Santo Agostinho e São Tomas de Aquino quando foi aberta a primeira turma de graduação em Teologia no Mosteiro. Dessa forma, a fim de aprofundar-se nos conceitos teológicos e respaldar seu trabalho com a simbologia sacra, trancou a filosofia e iniciou a teologia, começando assim uma etapa de conhecimentos aprofundados sobre as referências litúrgicas e as representações das imagens no imaginário de cada vivência. Atualmente está a terminar a graduação em Teologia para depois regressar à Filosofia.

Entre 2008 e 2011, também no Mosteiro de São Bento, participou de grupos de estudos que resultaram em exposições individuais e coletivas, além de ricos diálogos entre artistas e filósofos sobre o simbólico, dentre os quais se destacam As doutrinas das Artes, ministrado por Leon Kossovitch e Arte, Pensamento e Filosofia, ministrado por José Carlos Bruni.

Em 2009, a convite do monge João Batista, inaugurou a primeira exposição paralela à tradicional Semana São Bento de Filosofia, com o título: Imagens Veladas, que foi parcialmente censurada devido à intensidade simbólica de algumas imagens dentro do contexto sacro. Apesar disso, expôs seus trabalhos paralelos a todas as Semanas de Filosofia dos anos seguintes até 2012, com destaque para Moradas e Vocações em 2010, Via Sacra em 2011 e Significantes em 2012.

Dirigiu e elaborou a cenografia dos espetáculos Sopro de Vida, de Clarice Lispector, dirigido por Susana Martins, na Praça Roosevelt - SP; Retraços, juntamente com Norma Duarte e Airton Renô, também dirigido por Susana, apresentado no Mosteiro de São Bento; e Transfiguração, também com participação de Norma Duarte e Airton Renô, dirigido por Pedro Costa e apresentado em vários CEUs durante o mesmo ano. 

Também foi convidada pelo IPHAN, em um trabalho conjunto com Susana Martins, a fotografar antigas casas de chá japonesas na cidade de Registro com necessidade de restauro. O órgão patrocinou a exposição de suas fotografias nas estações de metrô Consolação, Brás e República – SP, em 2013.

Pluralizando os veículos de sua produção, ainda neste ano, lançou o livro 2º Esqueleto - à sombra das minhas pedras, pela editora Giostri, que resgatou imagens de um curta-metragem intitulado Esqueleto, concebido pela própria artista em 2009, utilizando, dessa forma, outra linguagem para expor suas observações a respeito dos códigos, símbolos e diálogos destes com a memória. 

Em setembro de 2013,  associou-se ao pesquisador teatral, cineasta e estilista Raphael Amorim e fundou uma casa que tem como princípio o diálogo artístico: a ArsA Crastinum, no bairro da Vila Gumercindo, próximo ao Museu do Ipiranga.

Nos anos seguintes, suas áreas de atuação ampliaram-se ainda mais. Passou a se encantar pelo Golf e a observar a proporção áurea dos movimentos, explorando assim a composição do balanço do esporte em suas fotografias. Escreveu também o texto NADA, para o diretor de teatro Sebastião Apolônio, que veio a ser um estudo teatral na ArsA em 2018. 

Realizou uma imersão litográfica ao lado de Antonio Albuquerque, com quem carrega uma parceria desde 2006, resultando na exposição Casa de Lito, em 2015, em cartaz por dois meses numa casa alugada para uma ocupação artística em Moema-SP.

Em 2015 viajou para a Galícia-Espanha, a convite do ator Roberto Cordovani, a fim de gravar o longa-metragem Olhares de Perfil, que trata da relação de Roberto com Greta Garbo, com previsão de estréia em 2020.

No ano seguinte sofreu um acidente de carro que desviou sua produção para dedicar-se aos diálogos poéticos da ArsA. Desde então, realiza experimentações artísticas na casa, convidando músicos, atores, bailarinos, artistas plásticos e estudiosos, com a intenção de agregar memória e solidificar o espaço como uma possibilidade de fomento de ideias e ponto de encontro para diálogos sobre o processo de criação do Artista.

© 2019 por Mecenaria Orgulhosamente criado com Wix.com 

Rua Afonso de Freitas, 495 - 04006-052

  • Facebook Clean
  • Twitter Clean